A publicação do romance O Último Justo deu lugar à atribuição do Prémio Goncourt, o mais alio e disputado galardão literário da França, a um jovem de trinta e um anos, de família judaica, de formação operária, que antes do ter sido estudante na Sorbonne fora ajustador. André Schwarz-Bart nasceu em Metz, em 1928. Entrou na Resistência e em 1943 foi preso. Evadiu-se e integrou-se num maquis. Alistou-se depois no Exército e participou na campanha de 1944-1945. Pertence a uma família judaica de origem polaca, o que explica a vocação profunda, a angústia dilacerante, a dramática perplexidade que no romance O Último Justo se nos patenteia. Livro estranho — entre a crónica e a epopeia: livro perturbador — entre a ficção e o panfleto, livro gritante de revolta e pleno de um sentimento Intimo e invencível de religiosidade, este romance ficará na literatura francesa contemporânea como uma das obras mais belas. mais fortes e mais puras coroadas pelo Prémio Goncourt. Inútil dizer-se que alcançou um grande êxito.
(1961)
Editora: Europa-América, 1959
Tradução: António Ramos Rosa e Fernando Moreira Ferreira
Medidas: 14,5 x 19,2 cm
Peso: 341.00
Páginas: 414
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