Um homem pode ser estrangeiro na sua própria terra. Pode ser estrangeiro na sua própria casa. Ou dentro de si. Basta-lhe, para isso, que, um dia, ao acordar, não compreenda o sentido das coisas. O herói deste apaixonante romance — Mersault —descobre-se, numa manhã soalheira da cidade de Argel, um estrangeiro dentro de si próprio. Estrangeiro, indiferente, incapaz de amar e, talvez até, de sofrer. No fim e ao cabo, porque nada lhe parece valer a pena, valer o sacrifício do esforço de viver. Eis o triunfo do Absurdo — ou a luta com o Absurdo? —, tal qual no-lo descreve Albert Camus, malogrado escritor francês que foi, na companhia de Sartre e outros, um dos chefes de fila do existencialismo, nos não muito distantes anos do após-guerra, quando a Europa e o Mundo buscavam novos caminhos, entre os escombros de uma guerra dolorosa. Em duas centenas de páginas, repensam-se, implacavelmente, os valores a que nos vamos agarrando ...
Inclui prefácio de Jean-Paul Sartre.
(1942)
Editora: Unibolso
Tradução: António Quadros
Medidas: 12 x 18,8 cm
Páginas: 152
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