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Jacques Brel - Antologia Poética
2016-12-06, 1:12 PM

Jacques Brel mudou muito desde os primeiros tempos. Era um tipo muito virado para dentro. Como, nessa época, pouca gente parecia interessada pelas suas canções, ele era irritadiço e tinha uma sensibilidade agressiva. Conheço-o bem, porque eu era igual a ele. E quando o sucesso chega a pessoa abre-se... No fundo, e apesar do que diz, Jacques Brel gosta de toda a gente. E eu até penso que ele gosta muito especialmente daqueles que mais insulta. É um homem cheio de generosidade, mas faz os possíveis por a esconder. 

Um tipo que fala das mulheres com tanta cólera é porque lhes pertence inteiramente. Talvez ele tenha necessidade, um pouco à margem da sua própria felicidade, de inventar umas historietas tristes. Todos nós fazemos disso. Temos necessidade disso. É uma espécie de jogo, de brincadeira. Fazemos de personagem alegre, fazemos de personagem triste e acabamos por gostar da brincadeira. Georges Brassens 


Editora: Assírio & Alvim, 1986

Tradução: Eduardo Maia

Medidas: 13,5 x 21 cm

Páginas: 123

Categoria: Poesia